quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Nefastos

Os sonhos são, talvez, uma das coisas que mais nos intrigam. Buscamos dar-lhes sentido e segundo consta eles dizem muito sobre nós, sobretudo naquelas camadas da mente onde não nos atrevemos mais entrar.

Entretanto, eu acredito que o mundo dos sonhos também nos conecta a outros mundos, sobretudo se acontecer com você o mesmo que aconteceu comigo...

Naquela noite fui dormir com uma sensação diferente que eu não sabia descrever. Nesses dias eu fico mais introspectivo, apesar desta ser uma das minhas características mais marcantes. Como sempre, faço alguns rituais básicos e após perceber que já estou pronto, durmo.

A diferença daquela noite foi que eu estava consciente e já sabia que começaria uma jornada pelo mundo astral. Para quem não sabe, ali, não há a mesma relação tempo/ espaço que no chamado mundo objetivo, então é possível que alguns minutos se tornem um tempo indefinido por lá.

Ocorre que nessas viagens astrais em mundos ou tempos diferentes eu costumo assumir a forma de alguma entidade local ou me integro naquele ambiente para não lhe causar alguma perturbação atraindo sobre mim alguma fúria desnecessária.

Na verdade, o que ocorre quando se volta ao tempo em alguma situação hipotética, penso, na verdade, é que se acessa uma “memória“ residual daquele momento, mas que mantém as mesmas vibrações, ainda que em menor densidade, de quando ocorreram de fato. Há uma consciência circunstancial que, por exemplo, identifica um novo personagem que não estava à época do episódio original, mas que em suma, acredito, tudo acontece como num holograma interativo.

Já, quando se acessa um mundo astral onde é habitado por determinadas entidades a coisa toma outra forma já que se está lidando com seres de estado ou grau dimensional que não o nosso, mas que poderia se dizer serem de verdade.

Posto isto, eu atravessava essa dimensão quando me deparei com uma figura sombria de aspecto amorfo e de uma densidade espúria, cujos movimentos me remetem a um tecido rasgado que fica pouco abaixo da superfície da água. De fato, sua aparência era a de um ser cujas vestimentas puíram com o tempo, mas que manifestava um gélido ar de maldade.

Mas, o que me impressionou mesmo quando me aproximei um pouco da criatura esfumaçante foi que ela possuía um avião em miniatura nas mãos e cartas de tarô na outra. Acontece que tais cartas só continham variações da morte – um tarô da morte.

Em determinado momento aquele ser ressequido pega uma das cartas com sua mão esquelética e a coloca dentro do avião...

Aquilo me deixou perplexo já que eu e minha família havíamos acertado para passar as férias em Florianópolis (SC), mas desistimos de ir, até por que aquilo tudo não havia ficado claro para mim sobre o seu real significado até que um outro fato bizarro e catastrófico aconteceu.

Naquela mesma semana, uns dois ou três dias depois, me deparo com a notícia que o ministro do Supremo Tribunal Federal – Teori Zavascki, relator da Operação Lava a Jato, morrera em um acidente de avião na costa de Paraty (RJ). 

Juiz da corte desde 2012, ele era responsável pelos casos da Lava Jato – uma polêmica megaoperação que pretende investigar e punir envolvidos em casos de corrupção envolvendo a empresa pública Petrobrás, mas que ganhou um viés político de perseguição a partidos de esquerda, sobretudo ao PT e principalmente ao Ex Presidente Luiz Inácio da Silva, o Lula.

Acontece que o Ministro Teori Zavascki, diferentemente do Juiz Sérgio Moro, não blindava ninguém de nenhum partido e encabeçaria denúncias graves contra o então golpista Michel Temer e seus aliados, os tucanos do PSDB.

Imediatamente à morte do ministro as teorias da conspiração tomaram conta das redes sociais, pois a nação estava boquiaberta com tal fato coincidente.  Basta dizer que o atual indicado pelo denunciado Michel Temer é nada mais, nada menos que seu ex ministro da justiça Alexandre de Morais cuja carreira é duvidosa, haja visto, ter sido advogado da maior organização criminosa do país, o PCC.

O Primeiro Comando da Capital (PCC) comanda rebeliões, assaltos, sequestros, assassinatos e o narcotráfico em São Paulo, mas também está presente em 22 dos 27 estados brasileiros, além de países próximos, como a Bolívia e Paraguai.

Ora, aquela criatura exalava o mal enquanto colocava lentamente a carta do tarô da morte no pequeno avião. 

Os poderes no país foram solapados e corrompidos e uma onda de malefícios desencadeados pelo Presidente usurpador em exercício. Milhares de famílias estão sofrendo por causa dos desmandos do golpista e nem mesmo os mais entusiasmados manifestantes contrários ao Governo Dilma o aprovam.

Então, perceba o quanto de conexão há entre Poderes terrenos objetivos e aqueles de outras dimensões onde potestades e principados se estruturam para manifestar e deflagrar o mal que os alimenta.


Para mim aquele presságio foi uma das experiências sobrenaturais mais marcantes em minha vida. Começou em um sonho, alcançou a realidade, mas parece mesmo um pesadelo que se abateu sobre o Brasil.

Raniery

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Transcendendo

"
Ninguém morre de verdade" diz Lucy ao policial francês apavorado pelo fato dela estar conduzindo sua viatura pela contramão das avenidas francesas. A cena é do filme de nome homônimo ao da protagonista encarnada pela belíssima Scarlett Johansson.


O que ela queria dizer é que segundo as principais teorias de hoje a nossa consciência sobreviveria ao colapso do organismo quando a óbito. Embora, a neurociência não se atreva ainda a definir um conceito final do que, de fato, se trata a consciência acredita-se que ela está mais para um processo que para uma coisa.

Em face disso, seria possível a transferência de sua consciência para outro corpo ou mesmo para um sistema, incluindo os digitais. É o que o bilionário russo Dmitry Itskovo pretende fazer até 2045. Itskovdedica seu tempo e fortuna para o projeto de transferir mentes humanas para um computador por quanto pretenda transferir uma cópia digitalizada completa de uma consciência humana para um andróide - conhecido como substituto. O avatar, então, seria seu novo e melhorado corpo com potencial para viver indefinidamente.

Isso parece um conceito revolucionário, mas carece de originalidade, haja visto, que o Espiritismo, o Hinduísmo e outras religiões estabelecem em seus dogmas a possibilidade não somente da transferência de consciência de um corpo para outro, como a volta desta para o corpo original. É o que prega as ideias de reencarnação e ressurreição. Tanto que o Dalai Lama deu a sua benção ao visionário empreendedor russo do chamado transhumanismo.

A própria Bíblia cristã (Lucas 16: 19 a 31) demonstra a crença numa consciência transcendente quando narra a história de Lázaro o mendigo que súplica pela piedade do homem rico que o despreza, mas ao morrerem este vai para o inferno, enquanto aquele é acalentado pelos anjos onde segue-se uma discussão entre o rico e Deus donde aquele súplica que lhe seja permitido voltar à vida para admoestar seus irmãos para que não tenham o mesmo destino do qual ele teve.

Embora possa parecer que tais ideias passem ao largo dos bancos acadêmico-científicos o fato é que entre os cosmólogos há determinadas teorias que consubstanciam tais ideias, como a teoria do holograma, por exemplo, onde não somente a consciência existe fora do cérebro como tudo o que entendemos como realidade não passa de uma ilusão computadorizada, por assim dizer. Já a neurociência vai além e diz que nós - ou o que pensamos ser - não passa de uma ilusão do cérebro que nos faz crer em um entidade integral quando, na verdade, não passamos de uma miríade de processos onde existiriam centenas de milhares de partículas de "eus".

No campo da ciência experimental, Pesquisadores retiraram um tecido de pele de um homem e o levaram a km de distância. Aplicaram uma carga elétrica ao tecido e o outro pedaço reagiu como se fosse nele. O universo quântico, na verdade, desafia qualquer lógica nos fazendo repensar conceitos.

Polêmicas à parte, o único consenso é que ninguém quer morrer e nos Agarramos  ao fôlego de vida até o último instante. Não nos conformamos com isso, isto é, em ter de partir e deixar para trás aqueles que amamos. Ainda mais porque não sabemos o que encontraremos do outro lado do mundo astral, sobretudo, no umbral, para onde poderá ir qualquer um de nós que não tivemos uma vida carnal digna como o insensível rico da narrativa bíblica.

Mas, nem é preciso desencarnar para que se tenha um vislumbre de tais reinos astrais. É possível fazer isso ainda em vida através dos sonhos lúcidos ou das viagens astrais, onde se estabelece contato com uma infinidade de seres e até com desencarnados.

Seja como for, é diante dessas expectativas me vem à mente as ideias de Sidarta Buda em relação à consciência e ao real por quanto afirma que tudo é sofrimento, sobretudo, no que pese ao nosso enganoso ego. Tudo é vaidade e correr atrás do vento. Buscamos coisas que se corrompem e a cada novidade que criamos surgem com elas infinitos outras questões.

Segundo o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis - que conduz experimentos com movimentos robóticos através de impulsos neurais - seria impossível transferir a intuição, o amor, a beleza entre outras abstrações humanas a um hardware e, se isso é um fato, seria muito "triste" não poder experimentar determinadas particularidades como o humor, a paixão, o luto e pode ser que em determinado instante preferiríamos a morte...um paradoxo.

Caminhando pelas praias palestinas o mestre nazareno ensinava aos seus discípulos que era preciso primeiro morrer para ganhar a vida eterna numa analogia ao processo de controle do ego adotando princípios e valores elevados para que se atingisse a capacidade de realizar milagres e prodígios como ressuscitar mortos, curar leprosos, dar vista aos cegos e expelir demônios. O próprio batismo é um ritual de morte ou abandono da antiga vida por outra.

Por outro lado, nos rituais de iniciação de determinadas escolas místicas o aspirante a adepto precisa, entre outras coisas, encenar sua morte para as trevas e o nascimento para a luz significando que a partir daquele instante buscará a evolução de seu ser (consciência) purificando-se a tal ponto que o domínio sobre os elementos o permita manifestar o controle sobre forças sobrenaturais sem que seja consumido por elas caso não se tenha conseguido tal equilíbrio, ou seja, ter o ego sobre controle.

Já os monges tibetanos em profundo e alterado estado de consciência meditativa conseguem entre outras coisas Manifestar domínio sobre a matéria projetando através da visualização e concentração construções, elementares, alterações atmosféricas entre outros fenômenos paranormais. Tudo através do controle do subconsciente, mas ao preço da morte do eu.

A semente quando cai na terra morre, mas dela nasce o broto que se transforma em árvore que vem a dar o seu fruto num ciclo continuo. O que se vive, se transmite e de geração a geração se estabelece no arquétipo do inconsciente coletivo. Se alguém me conhece de alguma forma me faz viver dentro de sua memória e eu passo a ganhar um abrigo nele que permanecerá ainda que eu parta.

De uma maneira ou de outra a personagem do filme tem razão quando diz que "ninguém morre de verdade". 
Raniery


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sistemas e Entidades

O primeiro momento em que o homem pensou no desconhecido e no misterioso, acredito ter sido quando descobriu ser consciente de si. Apesar de até hoje não sabermos definir o que é a consciência isso em nada impediu que chegássemos até aqui. De qualquer forma é o que nos impele a buscar as respostas da nossa própria existência.

Bilhões de anos após o primeiro ser dar início a essa jornada, desenvolvemos um aparato complexo de processamento de informações que captamos de nosso meio ambiente. É curioso que tenhamos a mesma arquitetura dos homens pré-históricos sem grandes alterações, desde então.

Uma das coisas que nos torna singulares é a nossa capacidade de viver em grupo e se estruturar nele em razão dos benefícios e dos fins que buscamos dessa relação. Diferentemente de outros animais coletivos- que são impulsionados pelo instinto. No nosso caso, desenvolvemos uma ferramenta sofisticadíssima para maximizar os resultados: a cultura.

Ao longo de nossa evolução histórico-cultural chegamos a um ponto onde as ciências se desenvolveram, sobretudo, sob o império da razão e do experimento, ganhando status de principal forma de conhecimento reconhecido, embora, não o único, evidentemente.

O conhecimento ancestral nos ensinou inúmeras coisas, inclusive a não subestimar a capacidade de desenvolver sofisticadas tecnologias. Na Grécia antiga, por exemplo, descobriu-se recentemente, aquilo que seria considerado o primeiro computador datado de 2 mil anos. Trata-se de um instrumento de bronze corroído, conhecido como máquina de Anticítera.

E mostrou ser uma espécie de máquina do futuro, pois fazia previsões dos movimentos lunares e estações, por exemplo. Não é incrível que alguém, na Grécia antiga, tenha bolado e construído um computador mecânico? É só imaginar que demorou 1.500 anos até algo parecido aparecer, na forma dos primeiros relógios mecânicos astronômicos, na Europa.

Da mesma forma, os antigos nos legaram uma sabedoria que não entendemos como conseguiram desenvolver, mas que a cada pesquisa realizada pelas ciências contemporâneas se evidenciam como teorias plausíveis. Entre elas, a de que somos rodeados por energias ou entidades dotadas de energia que buscam perpetuar sua existência como sistemas onde os processos são executados a partir de ações de entrada e saída.

Na antiguidade acreditava-se que tais entes drenavam a energia de seus hospedeiros para se nutrir. Eram chamados de forma pensamento ou larvas astrais, mas o fenômeno fora identificado na interação entre humanos e suas relações sociais. De fato, isso é muito perturbador, mas faz todo sentido se conseguirmos identificar os padrões subjacentes que existem nas inúmeras camadas da realidade.

Se pensarmos que tudo está conectado e que estamos ligados a todos e somos tanto matéria quanto energia, então, essa ideia facilita o entendimento de que alguém possa não somente extrair energia de nós como também fornecê-la e, vice-versa.

Toda essa ideia parece mesmo fantástica até que a humanidade começou a se deparar com tais conceitos em inúmeras áreas das chamadas ciências racionais que tiveram que rever alguns de seus próprios conceitos quanto aos níveis de conhecimento e realidade.

Por exemplo, veja o mundo dos negócios, nada é mais pragmático, já que busca, no lucro, a razão de sua existência, entretanto, os atuais conhecimentos (desde a década de 1950) apontam que as organizações são entidades vivas que funcionam como sistemas e que para sobreviverem nos influenciam e ditam até mesmo as regras de comportamento pelas quais devemos nos conduzir.

Na psicologia social o grupo é visto não como a soma de indivíduos, mas como uma nova identidade onde estes mudam e adaptam o seu comportamento em função daquele. Pense: os grupos estão dentro das organizações e ambos estão dentro da sociedade.  Um sistema dentro de outro sistema ou subsistema.

Ora, se um universo tão patrimonial é capaz de avançar seus conhecimentos para fazer frente aos desafios de seu meio, então, imagino que deveríamos dar mais atenção a esta faceta da realidade que cria tanto impacto sobre nós. Se no que pese as diversas manifestações de entidades relacionadas nas inúmeras esferas de conhecimento religioso isso é mais difícil de se entender permanece, entretanto, o princípio que se aplica a praticamente tudo na vida do cotidiano.

De qualquer forma é importante que reflitamos sobre as questões espirituais que podem nos causar problemas quando não lhes damos a devida atenção. Desde determinados comportamentos que manifestamos e que atraem entidades obsessoras a pessoas que sugam a nossa energia psíquico-emocional, além, é claro, dos grupos sociais e organizações nos quais estamos inseridos.


Portanto, é preciso alargar os horizontes e rever paradigmas em face de uma visão mais abrangente da vida e da realidade que se imagina ou não se
entende.

Raniery

sábado, 14 de maio de 2016

Faça a Faxina

De tempos em tempos é necessário higienizar os ambientes em que se vive dada ao acúmulo de sujeiras que diariamente se acumula nos ambientes.

Então, preliminarmente, retiramos a sujeira mais visível com o aspirador de pó e em seguida aplicamos produtos naturais ou químicos na desinfecção daquelas que se fixam ao piso. Tira-se o pó dos móveis e numa sucessão de procedimentos higienizamos o ambiente para termos o melhor conforto possível.

Da mesma forma deveríamos fazer isso no plano superior, isto é, em nós mesmos, haja visto, que interagimos com todo tipo de pessoa e, isso, nem sempre é uma experiência positiva ainda que, em alguns casos, inevitável, como na família, no trabalho, e nas tantas atividades sociais que desempenhamos.

Ocorre que emitimos determinadas espécies de energia em nossas relações que podem ser de origem positiva ou não. Pensando na emissão negativa, é correto intuir que ela acaba atraindo uma série de entidades parasitas que se alimentam de tal produção e passam a nos obsediar com essa finalidade.

Neste ciclo vicioso há uma relação de estímulo/ consumo, ou seja, a larva sussurra determinadas atitudes/ comportamentos que imaginamos serem de nossa cabeça e quando cedemos ao impulso geramos uma gosma densa e nutritiva ao verme, mas que nos causa impactos nefastos.

Eu costumo usar o exemplo de parentes pelos óbvios motivos de que imediatamente é possível identificar este quadro, pois ocorre de forma universal e, segundo os registros bíblicos, são tão antigos quanto nossa própria origem. Mas, acontece em todo tipo de interação, evidentemente.

Na família, sempre haverá um que inveja o sucesso do outro. Lembra daquele cunhado que se sente inferior à irmã e dissemina a intriga e a discórdia causando mal-estar em todos? Este é um exemplo emblemático que evidencia um estágio de obsessão.

A pessoa infectada passa a vibrar numa frequência espúria que contamina o ambiente familiar causando tormento por onde passa. Agindo como “sonso” (dissimulado) faz o papel de vítima imaginando que as pessoas não percebem seu joguinho sujo.

Uma das melhores formas de anular isso é dando visibilidade o que fará com que as pessoas ao redor passem a prestar atenção nesse padrão medíocre de se viver. É claro que não se pode absorver a energia, pois isso seria cair na armadilha que causa satisfação no hospedeiro da entidade. De qualquer forma é necessário se cercar de proteção para que o encosto conduza o zumbi a outro lugar onde possa sorver sua seiva macabra.

Então, nada como um bom ritual de limpeza que crie uma barreira “germicida” limpando seu ambiente interno trazendo luz para dentro de si. Tanto quanto no nível microscópico é razoável imaginar que ao fazer isso despertará nos vermes o instinto de sobrevivência que geralmente ocorre de forma violenta a despeito de ser invisível.

Mas, não tem remédio o hospedeiro tende a adoecer e manter aquele estado crônico de enfermidade que o leva invariavelmente a repetir o padrão comportamental para que possa extrair mais e mais energia que está sendo sugada pelo seu parasita, tal qual uma pessoa que sustenta uma solitária em seu intestino.

E como se faz tal limpeza espiritual ou desinfecção astral? Isso dependerá da crença de cada um e o método que melhor se adaptar a ela, evidentemente. O que é bom para mim nem sempre o será para o outro. Sendo assim, temos: desde a oração, a reza, os rituais específicos para atar/ cegar a entidade até a prece ou mesmo a meditação.

Eu sempre busco ter um guardião ao meu lado preliminarmente orientado a reagir imediatamente ao primeiro sinal de manifestação do possuído para que o repreenda. Não costumo buscar tal meio para alimentar uma necessidade de vingança pelo mesmo motivo da origem desta postagem, o que seria uma contradição.

Sendo assim o que se faz é permitir que o fraco de espírito tome a iniciativa, para, aí, sim, receber a lição que merece. Desde, então, tem dado certo, pois tenho visto a lei do retorno em ação em 100% dos casos. Isso, é claro, só funciona se não for eu o provocador, pois, daí abrirei as portas de acesso.


Portanto, da próxima vez que o seu atormentado favorito atravessar o seu caminho procure em primeiro lugar entender o contexto da situação com uma mente aberta e piedosa. Pode ser que essa pessoa esteja sendo induzida por um encosto (o que não lhe exime de responsabilidade) que precisa se alimentar de suas reações – raiva, ódio, mágoa, vingança etc.
Singing Bowl Meditation

Após, faça, então,  sua faxina...
Raniery

sábado, 12 de dezembro de 2015

Que Forma de Pensamento!

Resultado de imagem para encosto espiritualFormas Pensamento são criações mentais que adquirem existência e passam a se manifestar em vários planos e dimensões, inclusive a física.

De fato, a ciência vem descobrindo evidências que o nosso pensamento não se limita ao cérebro, nem a tempo ou ao espaço. Todavia, quando o impregnamos com algum tipo de emoção ou intenção, sobretudo, de caráter negativo, então, a coisa começa a perder o controle.

Ocorre que uma vez emitida a forma de energia capaz de gerar uma Forma Pensamento ela adquire...vida própria e se não for extinta tenderá a se agarrar desesperadamente a qualquer coisa que a perpetue.

Começa, doravante, a etapa do vampirismo onde ela passa a estimular o seu criador (que passa a hospedeiro) a repetir aquela emanação energética que lhe concebeu. Com status de entidade, agora, a forma passará a obsediá-lo além de se enraizar na sua personalidade ficando assim camuflado, o que faz com que a pessoa sequer desconfie de que está sob os impulsos deste verme astral.

Imagine uma pessoa invejosa ou ciumenta: ela cria este tipo de forma pensamento que não permite que esta pessoa progrida, pois sempre está às voltas com a sombra do outro e como a entidade necessita da substância emitida pelo invejoso para sobreviver passa a chamar-lhe a atenção para os atos alheios insuflando e reforçando sua insegurança e autoimagem negativa.

Este Frankenstein espiritual escraviza seu criador e se não for contido o levará a inúmeras ruínas ao longo da vida. Perceba, assim, o quanto é perigoso não controlarmos o nosso pensamento.

O exemplo dado é um entre tantos que obedecerão ao mesmo padrão, não se restringindo a características negativas, evidentemente. Entretanto, basta imaginar que ainda que se comece com algo inofensivo pode vir a se deturpar caso seu emissor não faça a devida distinção entre virtude e paixão.

Entre tantas técnicas de meditação há um exercício onde aprendemos a controlar o fluxo caótico dos pensamentos em nossa mente até um ponto onde consigamos não pensar em mais nada. Imaginando que o melhor é primeiro aprender a banir que invocar, então, se consegue manter os níveis e canais de percepção sob o devido domínio evitando assim cair nas armadilhas das Formas Pensamento.

Na verdade, cada um pode utilizar o meio que lhe for mais eficiente, seja orar, contemplar, meditar, ouvir uma música desde que se mantenha saudáveis as inúmeras camadas de consciência que possuímos.

Obviamente quem já se tornou uma vítima das Formas Pensamento não é uma pessoa que costuma dar atenção ao seu mundo interior. Embora, não há nada que a impeça de fazer uma devida faxina mental e recuperar o território tomado.

Se imaginarmos que o nosso ego é um ótimo lugar pra uma energia espúria destas se instalar, evidentemente que deveria ser este o primeiro ponto a se escanear para detectar o hóspede inconveniente. Acredito que seja desnecessário dizer que quanto mais tempo se passou infectado tal será a proporção do mesmo e de esforço pra expelir este penetra de dentro de si.

O primeiro passo (pra alguns o mais difícil) é detectá-lo ou reconhece-lo, o segundo, ter a vontade de desinstalá-lo, o que exigirá certa dose de humildade, coisa que o ego rejeita. Ora, é conclusivo daí a necessidade de perseverança e alta de paciência consigo em relação a um processo que poderá demandar algum tempo para que se complete o livramento.

Portanto, talvez o melhor meio de se combater tais forças seja detectá-las no início e não as alimentar para que desfaleçam por inanição e sejam dadas como natimortas.

Resultado de imagem para encosto espiritualEntão, pense bem antes de abrigar um pensamento ignóbil e abrigá-lo dentro de si, coisa que, aliás, eles só fazem se forem convidados a entrar. Ou seja, pense da forma correta.


Raniery

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Acredite!



O que de fato somos? Seria possível a mente existir sem o corpo? Teríamos uma alma que se manifestaria independentemente de um veículo físico e material?

O que explicaria os eventos de percepção extra-sensorial em que, por exemplo, uma mãe pressente algo errado com seu filho a quilômetros de distância, ou, quando pensamos numa pessoa, olhamos para o celular, e, quando digitamos o número de seu celular, ela nos liga naquele exato instante dizendo que estava pensando em nós...

Há inúmeras teorias sobre o tema sem que se tenha certeza absoluta de nada. Não importa em que área você se volte, no entanto, irá encontrar algum estudo ou pesquisa praticamente dizendo a mesma coisa, isto é, que a mente e os nossos pensamentos são um processo e não necessariamente algo físico, mesmo que em nosso cérebro tenhamos estruturas que memorizam eventos.

Atualmente estão em curso inúmeras pesquisas que nos deixariam incrédulos há alguns anos atrás, como, por exemplo, mover objetos com a mente ou telecinese; inserir ou criar memórias nas mentes dos outros; projetar e imergir em realidades alternativas onde o tempo e o espaço não estão sob limites então conhecidos, etc.

Na verdade, tudo isso tende a ser criado de forma artificial levando em consideração as delimitações da Física, entretanto, são versões reais de experimentos considerados mágicos. Quando os cientistas começaram a obter os resultados de suas investigações no universo subatômico descobriram que ali a realidade não era aquela que se compatibilizava com a da Física Clássica e que mais se aproximava da...Magia!

De fato, as atuais ciências começaram como investigações místicas. Assim, da astrologia se chegou à astronomia, da alquimia à química, e, assim por diante. Com o advento do racionalismo houve um distanciamento e mesmo oposição entre tais conhecimentos até as atuais descobertas.

O resultado disso é que começamos a questionar a realidade. Na verdade, tudo o que sabemos do meio em que vivemos é fruto daquilo que pensamos acerca dele e não necessariamente dele em si mesmo.

É possível, portanto, que tenhamos uma versão nossa ou padronizada socialmente do mundo sem que este seja a realidade em si mesma, mas apenas uma construção do nosso imaginário. Com isso, acredita-se que vivemos numa ilusão do real. Aliás, há teorias que apontam que tudo o que vivenciamos não passa de um holograma projetado de outra dimensão.

Se isso for mesmo verdade faria sentido nossa mente não estar obrigatoriamente restrita ao nosso cérebro. E mais, com as teorias dos múltiplos universos, teríamos as explicações para tantos fenômenos que consideramos sobrenaturais.

Ironia dessas, é que encontramos tais evidências nas doutrinas das mais diversas religiões como, o Cristianismo ou mesmo aquelas pré-cristãs, ou, no Hermetismo Clássico, sendo que até os pensadores da antiguidade conjecturavam sobre isso.

Agora, quando duas das maiores potencias bélicas mundiais investem bilhões em dólares criando agências de espionagem que desenvolvam pesquisas paranormais, então, passamos a repensar conceitos, ainda que tudo isso não tenha trazido nada de conclusivo, até onde se saiba, já que se tratavam de programas de espionagem.

Então, o que é a realidade afinal? É aquilo que molda o que eu sou, ou, é moldado por aquilo que penso que é?

Daí, aparece outra questão: é a fé que move as montanhas ou elas são um subproduto de nossa crença? Anjos, demônios, elementais, elementares, deuses, deusas existem por que os criamos, ou, são entidades reais?

De qualquer forma, alguns resultados emergem disso, como a cura de doenças terminais amparados na crença de que um santo ou entidade operou um milagre ou magia. Alguns diriam que funciona como o efeito placebo, mas ninguém descarta a ideia de que, de fato, funciona.

Há relatos de monges tibetanos que pela meditação controlam seus sistemas internos e resistem aos piores testes de controle da mente sobre o corpo como, por exemplo, ficarem nus na neve, sob dezenas de graus abaixo de zero chegando a suar de calor. Há um registro de um deles, inclusive, que teria se mumificado tendo meditado até a morte, atingindo o chamado “Nirvana”.

Enfim, é o caso de que tanto faz se o divino existe por nossa causa ou se existimos por causa dele, pois, os efeitos são os mesmos, no entanto, se observou que se a pessoa entra em um estado de crença profunda ela potencializa os resultados.

Em síntese, inverta o processo e entenda que é você que cria a realidade, não importa se, de dentro para fora, ou, de fora para dentro. Aleister Crowley famoso ocultista do século passado definia isso da seguinte maneira:"a ciência e a arte de provocar mudanças em conformidade com a vontade". Porém, ele deu a esse processo o nome de Magia.

Para mim, tanto faz o nome: se magia, se fé, a dinâmica é a mesma. Heisemberg, aclamado físico teórico afirmava, grosso modo, que uma vez que o observador foca o objeto de sua atenção há uma interferência naquela realidade que, então, muda. Na verdade, o conceito é muito mais complexo que isso, evidentemente, mas serve para exemplificar a ideia. Já, o pai da administração moderna, Peter Drucker tem a seguinte noção:"a melhor maneira de se prever o futuro...é criá-lo".

Perceba, então, que vivemos imersos em camadas de realidade, ou seja, uma multi-realidade, ou, como queiram alguns, uma pluri-realidade, tanto faz. Entretanto, somos fomos e somos condicionados a aderir a um modelo corrente ditado pelo grupo como forma de controle social bloqueando nossos níveis de percepção dando a ilusão de que a realidade é aquela que nos determinaram.

Faça a seguinte experiência: pergunte a si mesmo o que é que você não está vendo e que poderia levá-lo a um outro nível de percepção. O que se sucederá, se houver acuidade de sua parte é que a sua mente só irá sossegar quando lhe oferecer a resposta procurada.


Isso, não é acreditável?




Raniery